O Ministério da Saúde por meio da Coordenação Geral do Programa Nacional de Controle de Hanseníase vem reiterar a solicitação de apoio das Coordenações Estaduais de Controle de Hanseníase e demais parceiros, para a ampla divulgação do tema Hanseníase no domingo de 10 de outubro de 2010, quando a Igreja discutirá o Evangelho de São Lucas capítulo 17, versículos de 11 a 19, sobre a cura dos leprosos. A CGPNCH vem ainda esclarecer que esta atividade vai acontecer em todos os espaços de religiosidade do país em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil - CONIC, Pastoral da Criança, Pastoral da Saúde, Projeto Franciscanos, Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase - Morhan, Comissão de Hanseníase do Conselho Nacional de Saúde e Ordem de Malta. Para tanto, solicitamos que as Coordenações Estaduais divulguem e estimulem os municípios a promoverem junto às igrejas atividades voltadas para o tema hanseníase neste dia 10.10.2010. Inúmeras iniciativas já estão em andamento em vários estados e esperamos a participação ativa de todos nos diferentes estados, para que por meio das Igrejas Cristãs possamos divulgar informações atualizadas sobre a Hanseníase, doença ainda existente entre nós, porém passível de tratamento e cura.
Maria Aparecida de Faria Grossi Coordenação Geral do Programa Nacional de Controle da Hanseníase CGPNCH/DEVEP/SVS/MS
OMS Divulga situação mundial da hanseníase Segundo o boletim epidemiológico da OMS de 27 Agosto de 2010, 16 países no mundo notificaram mil ou mais casos em 2009. Entre as regiões da OMS, a Ásia apresentou a maior taxa de detecção, 9,39 casos por 100.000 habitantes, seguida das Américas com 4,58 casos por 100.000 habitantes. Nestas regiões os dados foram fortemente influenciados pelo número de casos notificados pela India com 133.717, maior número de casos, e pelo Brasil com 37.610 casos, o segundo país em número de casos. Dos 40.474 casos novos nas Américas 93% são casos notificados no Brasil.
O Programa Nacional de Controle da Hanseníase no Brasil, através de suas ações de controle, conseguiu reduzir importantes indicadores da gravidade da endemia; dados epidemiológicos e gráficos da série histórica de 1994 a 2009 demonstram o progresso.
O coeficiente de detecção de casos novos de Hanseníase em menores de 15 anos de 5,89 por 100.000 habitantes em 2008 baixou para 5,43 por 100.000 em 2009, representando uma redução de 7,8%. A meta definida pelo Brasil foi uma redução de 10% até 2011 e tudo indica que irá atingi-la. Este é considerado o principal indicador epidemiológico por expressar a força de transmissão recente e a tendência da endemia.
O Grau de Incapacidade Física (GIF) demonstra melhoria na atenção integral ao paciente de hanseníase. Reduzir em 13%, entre 2008 e 2015, o coeficiente de casos novos da doença com grau 2 de GIF, ou seja, redução de 1,37 por 100 mil habitantes em 2008, para 1,19 em 2015, foi meta definida pelo Brasil. Em 2009 o índice foi de 1,22 por 100 mil habitantes. O percentual de GIF 2, entre os casos novos avaliados quanto ao grau de incapacidade, importante indicador de detecção precoce, foi identificado em 7,7% dos casos novos de 2008, baixando para 7,2% em 2009.
O percentual de cura nas coortes é um indicador de resultados das atividades de captação de casos e mede a efetividade dos serviços em assegurar a adesão ao tratamento até a alta. A meta do Brasil é de aumentar o percentual de cura nas coortes de casos novos de hanseníase para 85%, 87%, 89% e 90% respectivamente para os anos de 2008 a 2011. O resultado desse indicador em 2008 foi de 81,3% para o país sendo que o percentual aumentou em 2009 para 82,1% (85% para casos PB e 80% para os MB). A irregularidade no tratamento reduz a possibilidade do Brasil aumentar o percentual de cura nas coortes de casos novos de hanseníase. Portanto, para que esta meta seja atingida será necessário melhorar a distribuição e efetiva aplicação dos medicamentos, bem como a atualização oportuna do Sistema de informação, no que se refere ao tipo e data da saída do paciente. A OPAS e a CGPNCH têm trabalhado intensamente na melhoria da disponibilização dos medicamentos e o relatório da análise de situação da importação está disponivel para consulta.
Os Programas Nacionais de Controle da Hanseníase nas regiões da OMS implementaram com sucesso a “Estratégia Global 2006- 2010”, baseada na detecção precoce de casos novos e tratamento com poliquimioterapia que é oferecida gratuitamente pela Fundação Novartis através da OPAS/OMS no Brasil. Em colaboração com os Programas Nacionais de Controle da Hanseníase e outros parceiros a OMS desenvolveu a “Estratégia Global Aprimorada 2011- 2015” que enfatiza a sustentação da atenção à saúde com serviços de qualidade e a redução da carga da Hanseníase não apenas através da detecção precoce dos casos novos mas também reduzindo a incapacidade, o estigma e discriminação, e a promoção da reabilitação social e econômica das pessoas afetadas. Esta estratégia enfatiza a redução do número de casos com GIF-2, estimulando os Programas de Controle a garantir o diagnóstico antes do progresso da doença para a incapacidade, e assegurar completa e acurada conduta terapêutica para todos os casos. A OPAS trabalha como parceira da CGPNCH na implementação desta estratégia.
A hanseníase é uma doença que tem cura, mas que pode levar a incapacidades e deformidades físicas quanto mais tardio for o diagnóstico. Ainda é um problema de saúde pública em Alagoas e o controle da hanseníase é uma das áreas estratégicas do Pacto pela Vida e as ações deverão ser desenvolvidas em todas as unidades básicas de saúde. Dessa maneira, a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas, por intermédio da área técnica do Programa Estadual de Controle da Hanseníase/GRASTDI/DIVEP está realizando no período de 04 a 06 de agosto de 2010,Hotel Rits Plazamar, uma capacitação para médicos e enfermeiros da atenção básica. O curso tem como objetivo a formação de multiplicadores para acompanhamento nas ações/atividades do programa de controle da hanseníase, no município e na microrregião. A Coordenadora do Morhan Maceió, Enfª. Rejane Rocha, participa deste encontro e logo nos colocará a par de mais detalhes.
Ontem a Coordenadora do MORHAN Maceió, Rejane Rocha, juntamente com a secretária de comunicação do Núcleo, Joyce Alves, visitaram o Município de Rio Largo. Esta visita é resultado de ação conjunta da Coordenação Estadual de Hanseníase, do Morhan Maceió e da LRA que tem por objetivo fazer um levantamento das necessidades das pessoas em tratamento de hanseíase nos municípios atingidos. Em reunião com a responsáveis pela Vigilância Epidemiológica do Município, Kátia e Daniele,onde foram fiamos cientes que no Município de Rio Largo nenhum paciente foi atingido pelas enchentes na cidade. Discutiu-se ainda que a criação do Núcleo MORHAN Rio Largo, que é uma ação proposta desde a visita da Carreta MORHAN/NORVARTIS para a equipe de pormoção da Saúde neste Municípios.
Informamos que a Coordenação Estadual de Controle da Hanseníase em parceria com o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase - MORHAN/Maceió, com o apoio da Ong Inglesa LRA-Saúde em ação. Os profissionais de saúde da SESAU e do MORHAN (voluntários), estarão nos municipios de maior endenicidade. ATIVIDADE: Visita e busca dos pacientes de Hanseníase
OBJETIVO GERAL: Realizar uma busca ativa dos pacientes de Hanseníase nos municípios atingidos pelas enchentes no Estado de Alagoas para dar apoio e possíveis encaminhamentos dentro de suas necessidades.
Dias Municípios
21/07/10 Rio Largo
23/07/10 Atalaia
28/07/10 União dos Palmares
30/07/10 São Jose da laje
Atenciosamente,
Clodis Maria Tavares
Coord. do Programa de Controle da Hanseníase do Estado de Alagoas
terça-feira, 22 de junho de 2010
Extraído de Agência Alagoas: 22/06/10 - 21:26
Defesa Civil emite novo boletim sobre os efeitos das chuvas Confira os números, locais e ações atualizadas nesta terça-feira, 22, às 12h50
Ascom CBMAL O Corpo de Bombeiros está empregado na Operação Inverno 2010 com um efetivo diário de 500 militares. Devido à diminuição das chuvas, a operação inverno está concentrada no apoio às pessoas afetadas, através de medidas assistenciais.
As pessoas que desejarem contribuir em espécie estão disponíveis as contas: Banco do Brasil - C/C 5241-8 / Agência 3557-2, e Caixa Econômica Federal – C/C 955-6 / Agência 2735 / Operação 006.
Por meio da Assessoria do Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil solicita que as doações devem ser focados em alimentos de pronto consumo (enlatados e embutidos) e água potável. Como também cobertores, roupas, e medicamentos (anti-inflamatório, antibiótico, antitérmico e analgésicos).
Os postos de arrecadação de donativos são todos os grupamentos do Corpo de Bombeiros da capital e interior de Alagoas.
Cestas Básicas – Até o momento, 15 mil cestas chegaram ao estado, por meio das centrais de abastecimentos de São Paulo, Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Sul. A Central Nacional de Abastecimento em Alagoas contribui com 8 mil cestas. Rio Grande do Sul e São Paulo enviaram 21 toneladas de alimentos, cobertores e roupas.
Foram entregues:
- 238 cestas em Rio Largo, no dia 21;
Já nesta terça-feira, 22, foram entregues: 500 cestas, em Jacuípe; 124, em Viçosa; 150 cestas, em Branquinha; 150 cestas, em Murici; 220, para Santana do Mundaú.
A Operação de distribuição teve início às 10h, da segunda-feira, 21, com transporte aéreo em dois helicópetros da FAB, transportando dois militares do Corpo de Bombeiros de Alagoas para administrar a distribuição em seis municípios, onde a base de distribuição foi estabelecida no município de Joaquim Gomes. Lá o transporte de rodovia abastece as cestas básicas em São José da Lage, União dos Palmares, Branquinha e Quebrangulo, com exceção de Santana do Mundaú, que pela deficiência de acesso por via terrestre recebe apoio de uma aeronave da FAB, com mantimentos de água, alimentação, colchonetes, cobertores, entre outros.
Tais municípios foram primeiramente assistidos pelo fato do Estado de Calamidade Pública decretado pelo governo do Estado.
Cidades afetadas
Quebrangulo, Santana do Mundaú, Joaquim Gomes, São José da Laje, União dos Palmares, Jundiá, Jacuípe, Branquinha, São Luiz do Quitunde, Matriz do Camaragibe, Paulo Jacinto, Murici, Rio Largo, Viçosa, Atalaia, Cajueiro, Capela, Maragogi, Marechal Deodoro, Satuba, Maceió, e Colônia Leopoldina.
Cidades em Situação de Emergência
Santana do Mundaú, Joaquim Gomes, São José da Laje, União dos Palmares, São Luiz do Quitunde, Matriz do Camaragibe, Jundiá, Jacuípe, Branquinha, Paulo Jacinto, Quebrangulo, Capela, Cajueiro, Atalaia, Viçosa, Rio Largo, e Murici.
Cidades em Estado de Calamidade Pública
Quebrangulo, Santana do Mundaú, Joaquim Gomes, São José da Laje, União dos Palmares, Branquinha, Paulo Jacinto, Murici, Rio Largo, Viçosa, Atalaia, Cajueiro, Capela, Jacuípe, e Satuba.
Número de afetados em geral - 177.282 pessoas
Desaparecidos - 607 pessoas
Desabrigados - 26.141 pessoas
Deslocados - 6.242 pessoas
Desalojados - 47.687
Óbitos – 29 (duas em Santana do Mundaú, uma em Joaquim Gomes, nove em União dos Palmares, sete em Branquinha, um em Paulo Jacinto, seis em Murici, e três em Rio Largo)
Educação Popular em Saúde une estados da Região Nordeste - Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia
O comitê Nacional de Educação Popular em Saúde do Ministério da Saúde (CENEPS) estará realizando nos dias 06 a 08 de agosto o I Encontro Nordestino de Educação Popular em Saúde - Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia. O objetivo é ampliar o debate no nível regional, contribuindo, dessa forma, com a descentralização do processo de formulação da Política Nacional de Educação Popular em Saúde. O evento também terá Feira Popular de Saúde, Exposições, Mural de Experiências, Mural de Expressões, Exibição de vídeos e Apresentações artísticas. O Encontro será realizado no Centro de Treinamento Cristo Rei Camaragibe - PE, em Recife, com programação de rodas de conversas focadas em diferentes dimensões da educação popular em saúde no contexto do SUS.
Assessoria de Comunicação
Inscrições & mais informações: encontroeps.ne@gmail.com
quinta-feira, 17 de junho de 2010
O Morhan é um movimento que busca transpor as barreiras sociais, e a estigmatização dos pacientes e ex-pacientes atingidos pela hanseníase. É um dos principais meios de reafirmar e fortalecer o controle social, lutando para a erradicação dessa doença milenar que atingiu e atinge várias pessoas no mundo, deixando muitas vezes sequelas que vão além da dimensão física (MORHAN, 2009).